C. S. Lewis (1898–1963)

Clive Staples Lewis, simplesmente conhecido como C. S. Lewis, era filho do advogado Albert James Lewis e da dona de casa Florence Augusta Lewis e irmão caçula do químico Warren Lewis. Foi um professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta e apologista cristão britânico. Durante sua carreira acadêmica, foi professor e membro do Magdalen College, tanto da Universidade de Oxford como da Universidade de Cambridge. Ficou famoso por suas obras envolvendo a apologia cristã, incluindo O Problema do Sofrimento (1940), Milagres (1947) e Cristianismo Puro e Simples (1952), além das obras de ficção e fantasia, sendo a mais famosa as aventuras de quatro irmãos em As Crônicas de Nárnia (1950-1956), Cartas de um diabo a seu aprendiz (1942) e Trilogia Espacial (1938-1945).

Foi também um respeitado estudioso da literatura medieval e renascentista, tendo produzido alguns dos mais renomados trabalhos acadêmicos envolvendo esses temas no século XX. Amigo íntimo do também escritor e professor britânico J. R. R. Tolkien (1892-1973), serviu com ele como membro do corpo docente da Faculdade de Língua Inglesa da Universidade de Oxford e liderou o grupo informal de discussão e colaboração literária The Inklings. Lewis contribuiu e muito para a existência de O Senhor dos Anéis, além de ter sido um dos primeiros a ler O Hobbit. Lewis e Tolkien foram grandes amigos durante muitos anos, até a morte de Lewis, e essa amizade foi explorada no livro O Dom da Amizade: Tolkien e C. S. Lewis. Tolkien jamais deixou de admirar a grande inteligência e criatividade do amigo e vice-versa.

Apesar de ter sido criado ao longo da infância dentro das tradições da Igreja da Irlanda, Lewis se tornou um ateu convicto na época de sua adolescência, seguindo essa linha de convicção pessoal até o início de sua idade adulta, quando, por intermédio de Tolkien, voltou a professar a fé cristã no início da década de 1930, tornando-se um árduo defensor do cristianismo até o fim de sua vida e carreira. Dedicou-se a defendê-la e permaneceu na Igreja Anglicana. Tornou-se popular durante a Segunda Guerra Mundial por suas palestras transmitidas pela rádio e por seus escritos, sendo chamado de “apóstolo dos céticos”, especialmente nos Estados Unidos.