Kit de abril de 2018

O peixe grande

Dr. Joseph Scott Arthur

Dono de um bom humor e sorriso únicos, Joseph Scott Arthur, ou como gosta de ser chamado, Joe, nos recebeu no Seminário Batista Logos, em São Paulo, onde pudemos passar uma tarde agradável e gratificante.

Nascido em 1º de Maio de 1954 em Indiana, foi criado no estado de Michigan, Estados Unidos, quando se mudou para lá com toda a família aos 4 anos.

Aceitou a Cristo como seu Salvador um ano mais tarde em uma Escola Bíblica de Férias que sua irmã mais velha participava. Cresceu como um cristão batista, mas nunca pensou seguir ministério. Em 1976 se formou, pela Universidade de Michigan, em Engenharia, profissão que exerceu por cinco anos.

“Trabalhei como engenheiro até conseguir pagar todas as minhas dívidas. Mas, na formatura, percebi que Deus queria outra coisa para minha vida. Depois disso, cursei Teologia”.

Formou-se, então, Mestre em Divindade em 1985 e Mestre em Teologia em 1986, ambos pelo Grace Theological Seminary em Indiana. Após se formar, Joseph e Meta (sua esposa) decidiram tornarem-se candidatos na missão americana ABWE (Association of Baptists for World Evangelism), com o objetivo de trabalharem no campo missionário, implantando igrejas e ensinando em seminários.

Em 2005 concluiu seu PhD em Estudos do Antigo Testamento pelo Dallas Theological Seminary.

Assista à entrevista completa que fizemos com o Joe em nosso canal no YouTube.

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A autora indicada

Elisabeth Elliot

Elisabeth Elliot nasceu em 21 de dezembro de 1926 na Bélgica. Foi casada com Jim Elliot, missionário americano morto em 1956, assassinado pela tribo Auca, no Equador. Após a morte do marido, Elisabeth e outros missionários continuaram a trabalhar com os Aucas (a mesma tribo que assassinou seu esposo), onde continuaram o trabalho de evangelização. Foi nessa tribo que Elisabeth conheceu o assassino de seu marido, um homem que se converteu e foi convidado pela própria Elisabeth para ser pastor.

Ao retornar aos EUA, ganhou fama e prestígio, tornando-se escritora e palestrante. Até o dia de sua morte, em 2015, Elisabeth viajou por todo o país, compartilhando suas histórias e aventuras e seu relacionamento profundo com Deus.

Filha de missionários, tinha quatro irmãos e uma irmã. Dois de seus irmãos, Thomas Howard e David Howard também eram escritores. Com apenas alguns meses de idade, Elisabeth e toda sua família mudou-se para a Pensilvânia, nos EUA. Estudou grego clássico no Wheaton College, defendendo a ideia de que conhecer a língua era a melhor ferramenta para ajudá-la a traduzir o Novo Testamento para uma língua desconhecida. Foi durante seus estudos que conheceu Jim Elliot, um grande homem de Deus que tinha o mesmo chamado que ela: falar do amor de Deus para povos que não tinham ouvido falar dele. Antes de seu casamento, fez pós-graduação na Prairie Bible Institute em Alberta, no Canadá. Durante esse ano, Elisabeth e Jim escreveram um livro chamado Passion & Purity. Jim Elliot e Elisabeth Howard se casaram em 1953 na cidade de Quito, no Equador. Viajaram até o Equador para trabalhar com os índios Quichua. Em 1955, Elisabeth deu à luz a filha do casal, Valerie que tinha apenas 10 meses quando seu pai foi morto.

Em 1969, casou-se com o Addison Leitch, professor de teologia do Seminário Teológico Gordon-Conwell em Massachusetts. Leitch morreu em 1973. Em 1977, casou-se novamente, com Lars Gren, um seminarista que havia se hospedado em sua casa e assim começaram a viajar juntos dando palestras pelo mundo. Nos anos 1970, ela serviu como uma das consultoras de estilo para o comitê da Nova Versão Internacional da Bíblia (NVI). Ela aparece na lista de contribuintes da NVI. De 1988 a 2001, Elisabeth podia ser ouvida em um programa de rádio diário, Gateway to Joy, produzido pela Good News Broadcasting Association of Lincoln, no Nebraska. Ela quase sempre abria o programa com a frase: “Você é amado com um amor eterno” e encerrava com “Esta é sua amiga, Elisabeth Elliot…”. Em seus últimos anos, Lars e Elisabeth Gren pararam de viajar, mas continuavam a manter contato com o público. Em seu blog pessoal tem uma mensagem que diz o seguinte:

“Elisabeth Elliot foi uma das mulheres cristãs mais influentes da nossa época. Por meio século, seus livros, suas horas incontáveis de ensinamento e sua incrível fé influenciaram pessoas que estavam buscando ao Senhor Jesus por todo o mundo. Ela usou suas experiências de filha, esposa, mãe, viúva, avó e missionária para trazer a mensagem de Cristo para muitas mulheres ao redor do mundo.”

Elisabeth faleceu em Massachusetts, aos 88 anos, em 15 de junho de 2015.

A obra indicada

No dia 7 de janeiro de 1956, cinco jovens missionários foram mortos na selva equatoriana, deixando suas esposas viúvas e filhos órfãos. Era o fim da “Operação Auca”, nome dado ao conjunto de ações iniciadas quase um ano antes com o objetivo de alcançar a tribo Auca, onde haviam indígenas isolados e resistentes ao contato dos missionários, devido a uma relação complicada com os homens “brancos”.

No dia 3 de janeiro de 1956, antes de partirem para o lugar onde acampariam e aguardariam contato com estes indígenas, os missionários tomaram café juntos, oraram e cantaram. Nos dias 4, 5 e 6 relataram por rádio os progressos feitos na aproximação com os Auca, e no dia 7 bem cedo um deles disse à esposa: “Hoje é o dia. Chamarei você às 16h30.”

Eles tinham entre 28 e 32 anos e excelente preparo acadêmico. Todos foram criados no evangelho e assumiram seu compromisso pessoal com Jesus. Sabiam que “o velho costume de correr atrás de coisas passageiras é absolutamente insano”. Estavam cientes dos riscos, mas amavam aquele povo e queriam vê-los salvos.

Certamente, houve erros em sua abordagem, mas é inegável a força do testemunho destes jovens e exemplar a atitude de seus pais na formação e no encorajamento dos filhos para o serviço a Deus.

Elisabeth Elliot, uma das cinco viúvas, no acréscimo feito em 1996 à edição original (1956) de Através dos portais do esplendor, faz uma análise distanciada do “massacre de 1956”. Ela confessa: “Somos pecadores. E somos fanfarrões. É só em Deus […] que nos firmamos, pois a obra é de Deus e o chamado é de Deus e tudo é realizado por ele e para os seus propósitos: o cenário todo, a confusão toda, o pacote todo — nossa coragem, nossa covardia, nosso amor e nosso egoísmo, nossas forças e nossas fraquezas.”

— Por Klênia Fassoni, Revista Ultimato, n. 342

Veio junto na rede

A verdade sobre as mentiras

Tim Chaddick

A tentação não é apenas ganhar ou perder uma batalha. Trata-se de descobrir quem verdadeiramente você é. É o que mais importa.

Diariamente, somos tentados a desfrutar os prazeres deste mundo, enquanto fazemos do Criador uma opção ou algo irrelevante na nossa busca pela vida. Mas e se, nos propósitos de Deus, a tentação não for apenas um obstáculo a se superar, mas uma oportunidade de crescer na fé?

Viver na verdade expõe mentiras e transforma momentos de tentação em oportunidades que irão moldar nosso caráter, exibindo poderosamente nossa verdadeira identidade como seguidores de Jesus.