Kit de maio de 2018

O peixe grande

Dr. J. Scott Horrell

Nascido nos EUA, durante muitos anos foi missionário no Brasil. Atualmente é professor de Estudos Teológicos no Dallas Theological Seminary nos EUA, além de lecionar diversos cursos no Seminário Teológico Centroamericano (Seteca) na Guatemala, Jordânia e Moçambique e por EAD para toda a América Latina.

Ainda menino, cresceu em uma fazenda em Washington e lembra que sua primeira experiência literária foi entre os 9 e 11 anos, onde leu a da versão infantil do livro O peregrino escrito por John Bunyan. Ele afirma que ao ler esse livro a emoção tomou conta dele, pois ver “Cristão” sendo perseguido até o seu alvo o impactou demais.

Apesar dessa boa experiência, durante sua infância não leu muito pois praticava diversos esportes. Interesse que perdurou até o ingresso na faculdade, onde a literatura voltou a fazer parte de sua rotina. Iniciou seus estudos na Seattle Pacific University onde se formou em Literatura Inglesa. Nessa época, começou um discipulado, onde leu vários livros de A. W. Tozer.

Após sua formatura, Horrell conheceu diversos autores, muitos deles impactaram sua vida cristã, pois dúvidas que ele tinha só foram respondidas ao ler bons autores.

Ao estudar Filosofia, conheceu diversos autores como o filósofo do século XX, Frederich Nietzsche, lendo Assim falou Zaratustra e Entre o bem e o mal, que era contra o cristianismo.

Ao ler os livros de Francis Schaeffer, afirma que os mesmos “salvaram sua vida”. Neles, achou esperança e respostas para a vida cristã. Nessa época, mudou-se para a Suíça, onde viveu na comunidade cristã L’Abri, que era dirigida pelo próprio Francis Schaeffer. Após esse período, cursou Mestrado em Teologia no Dallas Theological Seminary antes de se mudar para Porto Alegre, no Brasil.

Assista à entrevista completa com o Dr. J. Scott Horrell em nosso canal do YouTube.

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O autor indicado

Albert Camus

Albert Camus foi um escritor, filósofo, romancista, dramaturgo, jornalista e ensaísta nascido em 7 de novembro de 1913 na costa da Argélia numa cidade chamada Mondovi, hoje conhecida como Dréan. Filho de Lucien Auguste Camus, um francês nascido na Argélia, e de Catherine Hélène Sintès, também nascida na Argélia, com origem minorquina. Camus conheceu cedo o gosto amargo da morte. Seu pai morreu em 1914, na batalha do Marne durante a Primeira Guerra Mundial. Sua mãe foi obrigada a mudar-se para Argel, para a casa de sua avó materna, no famoso bairro operário de Belcourt onde, anos mais tarde, durante a guerra de descolonização da Argélia houve um massacre de muçulmanos. Apesar de uma infância extremamente pobre, Camus sempre declarou que sua infância fora marcada por uma felicidade ligada à natureza. Ele contou mais sobre seus dias infantis no livro O avesso e o direito, mas também em toda a sua obra. Na casa, moravam além do próprio Camus, seu irmão que era um pouco mais velho, sua mãe, sua avó e um tio um pouco surdo, que era tanoeiro, profissão que Camus teria seguido se não fosse pelo apoio de um professor da escola primária, Louis Germain, que viu naquele pequeno pied-noir um futuro promissor. A princípio, sua família não via com bons olhos o fato de Albert seguir para a escola secundária, sendo pobre, e o próprio Camus diz que tomar essa decisão foi difícil para ele, pois sabia que a família precisava da renda do seu trabalho e, portanto, ele deveria ter uma profissão que logo trouxesse frutos — como a profissão do seu tio. No fundo, Camus também gostava do ambiente da oficina onde o tio trabalhava. Há um conto escrito por ele que tem como cenário a oficina, e no qual a camaradagem entre os trabalhadores é exaltada. Durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Foi neste ponto que um outro professor foi fundamental para que Albert seguisse estudando e se graduasse em filosofia: Jean Grenier. Tanto Grenier quanto o velho mestre Guerin foram lembrados pelo escritor em suas obras.

Trabalhou como jornalista militante, se envolvendo na Resistência Francesa, durante as batalhas morais no período pós-guerra. Seu profícuo trabalho inclui peças de teatro, novelas, notícias, filmes, poemas e ensaios onde ele desenvolveu um humanismo baseado na consciência do absurdo da condição humana e na revolta como uma resposta a esse absurdo. Para Camus, essa revolta leva à ação e fornece sentido ao mundo e à existência, e “Nasce então a estranha alegria que nos ajuda a viver e a morrer”.

Em 1957, Albert Camus recebeu o Prêmio Nobel de Literatura “por sua produção literária importante, que com lúcida sinceridade ilumina os problemas da consciência humana em nossos tempos”.

Conheça mais sobre Albert Camus neste artigo publicado em nosso blog.

A obra indicada

A peste

A vida após a peste. Um romance de um dos mais importantes e representativos autores do século XX e Prêmio Nobel de Literatura.

O romance destaca a mudança na vida da cidade de Orã, na Argélia, depois que é atingida por uma terrível peste, transmitida por ratos, que dizima a população. É inegável a dimensão política deste livro, um dos mais lidos do pós-guerra, uma vez que a cidade assolada pela epidemia lembra a ocupação nazista na França durante a Segunda Guerra Mundial. A peste é uma obra de resistência em todos os sentidos da palavra. Narrado do ponto de vista de um médico envolvido nos esforços para conter a doença, o texto de Albert Camus ressalta a solidariedade, a solidão, a morte e outros temas fundamentais para a compreensão dos dilemas do homem moderno.

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Veio junto na rede

Escrito por Annelies Marie Frank entre 12 de junho de 1942 e 1.º de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial, O diário de Anne Frank já vendeu mais de 30 milhões de exemplares, já foi publicado em mais de 60 países e traduzido em mais de 70 idiomas, com mais de 16 milhões de cópias vendidas por todo o Brasil.

Em 9 de julho de 1942, Anne, seus pais, sua irmã e outros judeus (Albert Dussel e a família van Daan) se esconderam em um anexo secreto junto ao escritório de Otto H. Frank (pai de Anne), em Amsterdã, durante a ocupação nazista dos Países Baixos. Inicialmente, Anne Frank usa seu diário para contar sobre sua vida antes do confinamento e depois narra momentos vivenciados pelo grupo de pessoas confinadas no anexo. Em 4 de agosto de 1944, agentes da Gestapo detiveram todos os ocupantes que estavam escondidos em Amsterdã. Separaram Anne de seus pais e levaram-nos para os campos de concentração. O diário de Anne Frank foi entregue por Miep Gies a Otto H. Frank, seu pai, após a morte de sua filha ser confirmada. Anne Frank faleceu no campo de concentração Bergen-Belsen em março de 1945, quando tinha apenas 15 anos.

Otto foi o único dos escondidos que sobreviveu ao campo de concentração. Em 1947, o pai decidiu publicar o diário. Os manuscritos de Anne Frank estão expostos na Anne Frank House, em Amsterdã. Os direitos autorais da obra pertencem à Anne Frank Fonds (Fundação Anne Frank), fundada por Otto H. Frank em 1963, na Basileia, Suíça.

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