A imagem descartada

C. S. Lewis

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Para compreender a visão medieval do mundo

Uma reunião de conferências proferidas por C. S. Lewis na Universidade de Oxford.

Trata-se de uma obra de suma importância para aqueles que pretendem compreender o imaginário medieval – e assim aprofundar-se no estudo da literatura, da filosofia ou mesmo da história da Idade Média –, mas também para aqueles que desejam conhecer as fontes, os métodos e o Modelo por trás da ficção do próprio C. S. Lewis.


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REF: 9788580331813 Categoria

Descrição

A imagem descartada, último livro escrito por C. S. Lewis e publicado já postumamente, reúne uma série de conferências proferidas por ele na Universidade de Oxford. Dito assim, parece tratar-se de algo trivial, mera reunião de aulas dadas aos alunos de graduação. Nada poderia estar mais longe da verdade. Lewis expõe aqui a “imagem descartada”, “a síntese medieval, toda a organização da teologia, da ciência e da história medievais num singular, complexo e harmonioso modelo mental do universo”. Trata-se de uma obra de suma importância para aqueles que pretendem compreender o imaginário medieval — e assim aprofundar-se no estudo da literatura, da filosofia o mesmo da história da Idade Média —, mas também para aqueles que desejam conhecer as fontes, os métodos e o Modelo subjacentes à ficção do próprio C. S. Lewis.

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Sua fantasia ficcional não pode ser separada de seus escritos acadêmicos. Sua obra, em cada caso, deve ser vista como um todo e como responsável por comunicar uma imagem da Idade Média que penetrou profunda e indelevelmente na cultura mundial.
Norman F. Cantor, Inventing the Middle Ages

Poucos críticos se dedicaram com tanto afinco a abrir-nos as obras da mente medieval. […] Sua contribuição ainda é uma força com que temos de nos haver.
Kathryn Kerby-Fulton, Studies in Medievalism

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Este livro pode surpreender os leitores já habituados à obra de C. S. Lewis. Aqui, não se encontrará o teólogo popular e apologista vigoroso de Cristianismo Puro e Simples ou de Milagres, nem o escritor imaginativo de As Crônicas de Nárnia ou da Trilogia Espacial nem, tampouco, o autor piedoso de Oração: Cartas a Malcolm ou de Cartas de um Diabo a seu Aprendiz. De certa forma, no entanto, são as fontes apresentadas neste volume que irrigam toda a sua obra.

Seria inimaginável, por exemplo, que Lewis escrevesse As Crônicas de Nárnia sem que sua imaginação estivesse povoada de seres fantásticos, animais falantes, e sem que conhecesse os elevados ideais de honra cultivados ao longo de toda a Idade Média. Em grande medida, a arquitetura, o regime político, as armas, as roupas e a linguagem de Nárnia são medievais. A educação do Príncipe Caspian era pautada pelas artes liberais. As descrições dos animais de Nárnia, moldadas pelos bestiários medievais. E a lista poderia continuar.

C. S. Lewis, professor em Oxford e Cambridge, era um grande erudito, estudioso sério e ávido leitor. Dedicava-se, incansavelmente, à leitura das fontes primárias — em latim ou em inglês antigo e médio. Dominava um vasto repertório de literatura medieval e renascentista. Em suas palavras: “Depois de anos de dedicação ao meu tema (que é a alegoria medieval), percebi que tinha acumulado uma quantidade tal de informações gerais que, embora longe de serem recônditas, eram mais do que o estudante comum poderia coletar por si mesmo na escola”. É esse conjunto organizado de conhecimentos que é apresentado didaticamente nesta obra.

Uma das exortações recorrentes que Lewis fazia a seus alunos e leitores era que não se deixassem vencer pelo que chamou de “esnobismo cronológico” — aquela crença ingênua de que tudo o que é novo, só por ser novo, é melhor — e, antes, se dedicassem à leitura de livros antigos. Diz ele: “Sempre foi um de meus principais esforços, como professor, convencer o jovem não só de que o conhecimento de primeira mão vale mais a pena que o de segunda, mas que é geralmente mais fácil e mais prazeroso de adquirir”. E chega a dizer textualmente: “É uma boa regra, depois de ler um livro novo, nunca se permitir um outro livro novo até que tenha lido um antigo entre eles”.

Essa recomendação, no entanto, gera um problema. Muitos desses livros antigos podem parecer incompreensíveis ao leitor contemporâneo, pois não partilhamos das mesmas informações, das mesmas referências, dos mesmos pressupostos, enfim, da mesma cosmovisão. E é justamente para preencher essas lacunas que Lewis escreve este livro. Sua intenção é que ele sirva de como uma espécie de mapa que oriente o leitor desses livros antigos, levando-o a conhecer de antemão o terreno por onde pisa. Trata-se de um livro que nos leva a suspender a descrença e a olhar para o mundo com outros olhos, os olhos do homem medieval. Como resultado, deparamos coma imagem descartada a que o autor alude no título desta obra — um mundo encantado e encantador.

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CLIVE STAPLES LEWIS (1898-1963) foi um dos gigantes intelectuais do século XX e talvez um dos escritores mais influentes de sua época. Foi fellow e tutor de Literatura Inglesa na Universidade de Oxford até 1954, quando foi eleito por unanimidade para a cátedra de Literatura Medieval e Renascentista na Universidade de Cambridge, posição que viria a ocupar até a sua aposentadoria. Suas obras mais populares incluem Cristianismo Puro e Simples, Os Quatro Amores, Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, e o clássico universalmente reconhecido As Crônicas de Nárnia.


Sumário

Apresentação à edição brasileira
Prefácio do tradutor
Prefácio do autor
Capítulo 1
A SITUAÇÃO MEDIEVAL
Capítulo 2
RESSALVAS
Capítulo 3
MATERIAIS SELECIONADOS: O PERÍODO CLÁSSICO
A. O «Somnium scipionis»
B. Lucano
C. Estácio, Claudiano e Lady «Natura»
D. Apuleius, «De Deo Socratis»
Capítulo 4
MATERIAIS SELECIONADOS: O PERÍODO SEMINAL
A. Calcídio
B. Macróbio
C. PseuDioniso
D. Boécio
Capítulo 5
OS CÉUS
A. As partes do Universo
B. As operações
C. Seus habitantes
Capítulo 6
OS LONGAEVI
Capítulo 7
A TERRA E SEUS HABITANTES
A. A Terra
B. Feras
C. A Alma humana
D. Alma racional
E. Alma sensitiva e vegetativa
F. Alma humana
G. O corpo humano
H. O passado humano
I. As sete artes liberais
Capítulo 8
A INFLUÊNCIA DO MODELO
Epílogo
Índice remissivo


Informação adicional

Peso 330 g
Dimensões 16 × 23 cm
Autor

C. S. Lewis

Tradução

Gabriele Greggersen

Editora

É Realizações

ISBN

9788580331813

Acabamento

Brochura

Páginas

224

Ano

2015

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